sexta-feira, 28 de setembro de 2012

SÃO MIGUEL NA BÍBLIA, NA TRADIÇÃO E CULTO NA IGREJA CATÓLICA



ÍNDICE:

1. São Miguel é um arcanjo
2. São Miguel é o Prínicpe das Milícias Celestes
3. São Miguel é o protetor da Igreja
4. São Miguel é invocado na hora da morte, leva as almas ao céu.
5. Os anjos intercedem por nós e nos protegem
6. Podemos e devemos rezar aos anjos
7.Os anjos devem ser venerados
8. Culto dos anjos na Bíblia
9. O culto das Imagens dos Anjos








1. São Miguel é um Arcanjo, um dos sete que assistem diante de Deus:

"Mas quando o arcanjo Miguel, discutindo com o Diabo, disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar contra ele juízo de maldição, mas disse: O Senhor te repreenda "
(Judas 1,9)

A Bíblia nos fala que há sete Arcanjos que assistem diante de Deus:

"Vi no céu ainda outro sinal, grande e admirável: sete anjos, que tinham as sete últimas pragas; porque nelas é consumada a ira de Deus. " (Apo 15,1)

"Eu sou Rafael, um dos sete anjos que estão sempre prontos para entrar na presença do Senhor glorioso." (Tob 12,15)


2. São Miguel é invocado como o "Príncipe da Milícia (exército) Celeste":

"Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por vinte e um dias; e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar- me, e eu o deixei ali com os reis da Pérsia."
(Daniel 10,13)


 São Miguel, sendo Príncipe dos exércitos celestes lutou contra Lúcifer e o expulsou do céu, banindo -o para a terra:






"Então houve guerra no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão. E o dragão e os seus anjos batalhavam, mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou no céu. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, que se chama o Diabo e Satanás, que engana todo o mundo; foi precipitado na terra, e os seus anjos foram precipitados com ele. "
(Apo 12,7-9)


3. São Miguel era considerado o protetor do povo judeu, e agora é invocado como o  protetor da Igreja, a família de Cristo:
 
"Contudo eu te declararei o que está gravado na escritura da verdade; e ninguém há que se esforce comigo contra aqueles, senão Miguel, vosso príncipe."
(Daniel 10,21)
 
"Naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo; e haverá um tempo de tribulação, qual nunca houve, desde que existiu nação até aquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro. "
(Daniel 12,1)



Um trecho da Bíblia, em que se supõe ser uma menção a São Miguel, o Príncipe dos Exércitos Celestes, encontramos no livro de Josué:

 " Ora, estando Josué perto de Jericó, levantou os olhos, e olhou; e eis que estava em pé diante dele um homem que tinha na mão uma espada nua.

   Chegou-se Josué a ele, e perguntou-lhe: És tu por nós, ou pelos nossos adversários? 
 
14 Respondeu ele: Não; mas venho agora como príncipe do exército do Senhor. Então Josué, prostrando-se com o rosto em terra, perguntou-lhe: Que diz meu Senhor ao seu servo? 
15 Então respondeu o príncipe do exército do Senhor a Josué: Tira os sapatos dos pés, porque o lugar em que estás é santo. E Josué assim fez:"
(Jos 5, 13-15)

4. São Miguel Arcanjo também é invocado na hora da morte, para que conduza a alma dos cristãos ao céu, pois lemos na Bíblia, que ele disputou com o demônio o corpo morto de Moisés. 

Assim, ele passou a ser considerado o anjo da morte, que conduz as almas ao paraíso:

"Veio a morrer o mendigo, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico, e foi sepultado. "
(Luc 16,22)

"Mas quando o arcanjo Miguel, discutindo com o Diabo, disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar contra ele juízo de maldição, mas disse: O Senhor te repreenda "
(Jud1,9)



 





A tradição devocional atribui ao Arcanjo S. Miguel a tarefa de pesar as almas para separar os puros dos amaldiçoados e condenados, baseando-se nas escrituras (Judas 1,9),(Luc 16,22), ( Dn 5,27).


Desta crença resulta outra representação comum de S. Miguel com uma balança de dois pratos na mão destinada a pesar as almas.

Há algumas passagens bíblicas sobre pesar as almas: 





"TEQUEL: Pesado foste na balança, e foste achado em falta. " ( Dn 5,27)

" Certamente que os filhos de Adão são vaidade, e os filhos dos homens são desilusão; postos na balança, subiriam; todos juntos são mais leves do que um sopro."
(Sl 62,9)




Na hora da morte, comparecemos diante do Tribunal divino e temos nosso julgamento individual:

 “como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo”. (Hb 9,27)

 
"Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo." (Rm 14,10)


 Se somos bons vamos para o céu se não temos mais nada a purificar (LC 23, 42-43), (Fl 1, 21-24), (II Cor 5,1-2), se tiver alguma culpa a se purificar antes de entrar no céu, aguardamos nossa entrada num estágio de Purificação, o Purgatório ( Sl 14 ; Hb 12, 22-23 ; Mt 5,8 ), ( I Cor 3, 10-15), ( I Pe 3, 18-19 ; 4, 6 ), se maus somos condenados ao inferno.

Os anjos participam desse julgamento divino, no último dia (Mt 13,49) e assim que morremos (Luc 16,22), conduzindo as almas para o céu ou o inferno:

"Veio a morrer o mendigo, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico, e foi sepultado. "
(Luc 16,22)


"Assim será no fim do mundo: sairão os anjos, e separarão os maus dentre os justos"
(Mt 13,49)

 
"Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro."  (I Tes 4,16)









Na pintura, São Miguel conduz alma do Purgatório para o céu.






 

  5.Podemos e devemos invocar os anjos e São Miguel, pois eles " são espíritos ministradores, enviados para servir a favor dos que hão de herdar a salvação" (Heb 1,14).


Os anjos intercedem por nós, como vemos no texto em que um anjo interde por Jerusalém:

" E o anjo de Javé perguntou: «Javé dos exércitos, até quando ficarás sem ter compaixão de Jerusalém e das outras cidades de Judá, contra as quais estás irado há já setenta anos?" (Zac 1, 12)




 


 Santa Joana Darc ouvia a voz de São Miguel mandando-lhe salvar a França




Os anjos assistem e
apresentam nossas orações (Apo 8,3-4) (Tob 12,12) diante de Deus (Mt 18,10), intercedem por nós, nos protegem com suas orações e quando são enviados por Deus para nos ajudar (Ex 23,20) (Jo 5,4), por isso é importante pedir ao Senhor que nos envie seus protetores (Jz 13,8-9):


Vede, não desprezeis a nenhum destes pequeninos; pois eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêm a face de meu Pai, que está nos céus.
(Mt 18,10)

" Quando tu e Sara rezáveis, era eu que apresentava as vossas súplicas diante do Senhor glorioso. A mesma coisa eu fazia quando sepultavas os mortos. " (Tob 12,12)

"Veio outro anjo, e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para que o oferecesse com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que está diante do trono.
E da mão do anjo subiu diante de Deus a fumaça do incenso com as orações dos santos. "(Apo 8,3-4)





 "Eis que eu envio um anjo adiante de ti, para guardar-te pelo caminho, e conduzir-te ao lugar que te tenho preparado." (Ex 23,20)



[Porquanto um anjo descia em certo tempo ao tanque, e agitava a água; então o primeiro que ali descia, depois do movimento da água, sarava de qualquer enfermidade que tivesse.]
(Jo 5,4)









São Miguel Arcanjo e Santa Margarida, mártir, apareciam e conversavam com Santa Joana Darc.









 6. Devemos e podemos pedir que Deus nos envie seus anjos:
 "8 Então Manoá suplicou ao Senhor, dizendo: Ah! Senhor meu, rogo-te que o homem de Deus, que enviaste, venha ter conosco outra vez e nos ensine o que devemos fazer ao menino que há de nascer.
9 Deus ouviu a voz de Manoá; e o anjo de Deus veio outra vez ter com a mulher, estando ela sentada no campo, porém não estava com ela seu marido, Manoá." (Jz 13,8-9)


 Algumas passagens bíblicas de oração dirigidas aos anjos:

 
Bendizei ao Senhor, vós anjos seus, poderosos em força, que cumpris as suas ordens, obedecendo à voz da sua palavra!
(Sal 103,20)
 
Louvai-o, todos os seus anjos; louvai-o, todas as suas hostes!
(Sal 148,2)


 7.Os anjos devem ser venerados:



"E Davi, levantando os olhos, viu o anjo do Senhor, que estava entre a terra e o céu, tendo na mão uma espada desembainhada estendida sobre Jerusalém. Então Davi e os anciãos, cobertos de sacos, se prostraram sobre os seus rostos. "
(1 Cron 21,16)






Uma famosa aparição de São Miguel aconteceu no Monte Gargano, Itália, onde há um santuário.









8. Culto dos anjos na Bíblia

O culto aos anjos não foi proibido por São Paulo ao falar dele em Colossenses 2, 16-19:

  "Ninguém, pois, vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados,
que são sombras das coisas vindouras; A realidade é Cristo.
  Ninguém vos roube a seu bel-prazer a palma da corrida,sob pretexto de humildade ou culto aos anjos. Desencaminham-se essas pessoas em suas próprias visões e , cheias do vão orgulho de seu espírito materialista, não se mantêm unidas à Cabeça da qual todo o corpo, pela união das junturas, se alimenta e cresce conforme um crescimento disposto por Deus."


Esse texto, mal interpretado , é usado pelos não católicos como argumento para dizer que a Igreja Católica criou uma heresia.

É preciso entender que esse texto na íntegra fala das várias observâncias, objetos de discussão entre os cristãos e os doutores judaizantes.


Quem condenava os cristãos "pelo comer e pelo beber", senão os fariseus que já haviam condenado os discípulos de Cristo por esse mesmo motivo, por violarem as proibições da Tradição dos Antigos?

Quem, senão os fariseus, poderia condenar os cristãos por causa de "um dia de festa", "lua nova" ou "sábado"?

Evidentemente quem isso fazia eram os ciosos guardiães da Tradição dos Antigos , os fariseus e seus discípulos.

E quem falava, naquele tempo, sobre o culto aos anjos, propondo uma doutrina gnóstica  descrevendo as visões da Merkabah, o anjo Uriel, o anjo Metraton, o anjo Melquisedec, etc, que não são citados na  tradição bíblica, daí serem visões próprias, eram os fariseus.

É importante entender que o Apóstolo diz que ninguém nos engane com pretexto de humildade e culto dos anjos, ele não está dizendo que ser humilde ou cultuar os anjos é ruim e contrário aos ensinamentos bíblicos, pois há muitas passagens que mostram esse culto.

Ele está dizendo que alguns sob  pretexto de humildade e do culto aos anjos procuram seduzir os fiéis para  uma nova doutrina que não se "mantêm unida à Cabeça (Jesus Cristo) da qual todo o corpo (a Igreja), pela união das junturas, se alimenta e cresce conforme um crescimento disposto por Deus."

São Paulo faz uma crítica às seitas heréticas, gnósticas, que começavam a nascer e deturpar o ensinamento cristão, mas de nenhum modo combate ou critica o culto aos Anjos, conforme ensinado pela Bíblia, culto de veneração(Gen 19,1), tendo-os como modelos de fé e de oração (ICor 13,1):

 "14 e aquilo que na minha carne era para vós uma tentação, não o desprezastes nem o repelistes, antes me recebestes como a um anjo de Deus, mesmo como a Cristo Jesus."(Gal 4,14)





 





Outras passagens que são usadas para criticar o culto aos Anjos são:


10 Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças tal: sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia.
 (Apo 19,10)

 
8 Eu, João, sou o que ouvi e vi estas coisas. E quando as ouvi e vi, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava, para o adorar.
9 Mas ele me disse: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus. (Apo 22,8-9)

Nessas duas passagens, vemos que João se ajoelha para adorar um Anjo, e isso é criticado, mas na passagem do Gênesis vemos Abraão, Ló e Balaão que se ajoelham diante de Anjos, mas não são repreendidos por eles:

 
2 Levantando Abraão os olhos, olhou e eis três homens de pé em frente dele. Quando os viu, correu da porta da tenda ao seu encontro, e prostrou-se em terra, 
(Gen 18,2)

 Â tarde chegaram os dois anjos a Sodoma. Ló estava sentado à porta de Sodoma e, vendo-os, levantou-se para os receber; prostrou-se com o rosto em terra, (Gen 19,1)



Então o Senhor abriu os olhos a Balaão, e ele viu o anjo do Senhor parado no caminho, e a sua espada desembainhada na mão; pelo que inclinou a cabeça, e prostrou-se com o rosto em terra.
(Nm 22,31)

Podemos concluir, pois, que não é proibido o culto, ajoelhar-se, reverenciar os Anjos, o que é proibido é adorá-los.
  Não é o gesto em si ( ajoelhar-se) que é condenado, mas a intenção (de adorar) com que o Apóstolo fazia isso.

E isso a Igreja diferencia em seu culto, reverenciando os servos de Deus (culto de dulia) e adorando o Único Deus, a Trindade Santa, Pai, Filho e Espírito Santo (culto de Latria).



9. O Culto das Imagens dos Anjos



Deus ordenou que se fizessem imagens de Anjos (querubins), para ornamentar a Arca da Aliança, simbolizando o quão ela era sagrada e já mostrando o valor da venração. E isso não é idolatria: 




"18 Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório.
19 Farás um querubim numa extremidade e o outro querubim na outra extremidade; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele.
20 Os querubins estenderão as suas asas por cima do propiciatório, cobrindo-o com as asas, tendo as faces voltadas um para o outro; as faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório." (Ex 25, 18-20)

 
Do mesmo modo, também foram feitas imagens de Anjos e outras figuras (I REIS 6,35) para ornamentar o Templo, assim como temos imagens em nossas igrejas católicas e isso foi agradável a Deus, pois " a glória do Senhor encheu o templo" (I REIS 8, 10-11).


Podemos orar diante das imagens, pois nossa oração é direcionada para aquele, ou aqueles que elas representam como os israelitas diante da imagem da serpente de bronze (Num 21, 8-9) ou diante da Arca, símbolo da presença de Deus (Números 7,89; 10,35) , diante dos querubins da Arca (Ex 25, 18-22) e do templo (IRe 6, 35)






FONTES:




quarta-feira, 26 de setembro de 2012

VÍDEO - O Milagre da Incorrupção

SÃO VICENTE DE PAULO - PADROEIRO DAS OBRAS DE CARIDADE - 27 DE SETEMBRO






 


Vicente de Paulo, nascido Vincent de Paul ou Vincent Depaul, (Pouy, 24 de abril de 1581 — Paris, 27 de setembro de 1660) foi um sacerdote católico francês, declarado santo pelo Papa Clemente XII em 1737. Foi um dos grandes protagonistas da Reforma Católica na França do século XVII.

Índice

  • 1 Biografia
  • 2 Obra
  • 3 Canonização
  • 4 O corpo incorrupto de São Vicente de Paulo

Biografia

São Vicente de Paulo nasceu em uma terça-feira de Páscoa, em 24 de abril de 1581, na aldeia Pouy, sul da França. Vicente foi batizado no mesmo dia de seu nascimento.

 Era o terceiro filho do casal João de Paulo (Jean de Paul) e Bertranda de Moras (Bertrande de Moras), camponeses profundamente católicos. Seus seis filhos receberam o ensino religioso em casa através de Bertranda.
Desde cedo destacou-se pela notável inteligência e devoção. Fez seus primeiros estudos em Dax, onde, após 4 anos, tornou-se professor.

 Isto lhe permitiu concluir os estudos de teologia na Universidade de Toulouse. Foi ordenado sacerdote, aos dezenove anos, em 23 de setembro de 1600.


 



 
Ordenou-se padre e logo passou pela primeira provação: uma viúva que gostava de ouvir as suas pregações, ciente de que ele era pobre, deixou para ele sua herança - uma pequena propriedade e determinada importância em dinheiro, que estava com um comerciante em Marselha.
No retorno desta viagem a Marselha, em 1605, o navio em que se encontrava foi atacado por piratas turcos. Pe. Vicente sobreviveu ao ataque, mas foi feito prisioneiro.  

Os turcos o conduziram a Túnis, onde foi vendido como escravo para um pescador, depois para um químico; com a morte deste, foi herdado pelo sobrinho do químico, que o vendeu para um fazendeiro, um renegado, que antes era católico e, com medo da escravidão, adotara a religião muçulmana. 

 Ele tinha três esposas: uma era turca e esta, ouvindo os cânticos do escravo, sensibilizou-se e quis saber o significado do que ele cantava.

 Ciente da história, ela censurou o marido por ter abandonado uma religião que para ela parecia tão bonita.

 O patrão de Pe.Vicente arrependeu-se e propôs a ele uma fuga para a França, que só se realizou dez meses depois, já em 1607.
Eles atravessaram o Mar Mediterrâneo em uma pequena embarcação e conseguiram chegar à costa francesa. 

De Aigues-Mortes foram para Avinhão, onde encontraram o Vice-Legado do Papa. 


 






Vicente voltou à condição de padre e o renegado abjurou publicamente, retornando à Igreja Católica. 

Vicente e o renegado ficaram vivendo com o Vice-Legado e, quando este precisou viajar a Roma, levou-os em sua companhia. 

Durante a estada na cidade, Pe. Vicente frequentou a universidade e se formou em Direito Canônico. E o renegado foi admitido em um mosteiro, onde se tornou monge.

O Papa precisou mandar um documento sigiloso para o Rei Henrique IV da França e Pe. Vicente foi escolhido como fiel depositário. 

Devido a sua presteza, o Rei Henrique IV nomeou-o Capelão da Rainha Margarida de Valois, a rainha Margot. 




 




 

Pe. Vicente era encarregado da distribuição de esmolas aos pobres e fazia visitas aos enfermos no hospital de caridade em nome da rainha. 

Após o assassinato de Henrique IV da França, em 1610, São Vicente passou um ano na Sociedade do Oratório, fundada pelo Cardeal Pierre de Bérulle. Mais tarde, padre Bérulle foi nomeado Bispo de Paris e indicou Vicente de Paulo para vigário de Clichy, subúrbio de Paris.
Vicente fundou a Confraria do Rosário e todos os dias visitava os doentes. 

Atendendo a um pedido de padre Berulle, partiu e foi ser o preceptor dos filhos do general das galés e residir no Palácio dos Gondi. 

Naquele período, a Marinha francesa estava em expansão e, para resolver o problema da mão-de-obra necessária para o remo, era costume a condenação às galés por delitos comuns.

 Vicente empenhou-se nesta missão, lutando por mais dignidade para estes prisioneiros, que viviam em condições sub-humanas. 





 


São Vicente nas galés




No trabalho em favor dos condenados às galés chegou até a se colocar no lugar de um deles para libertá-lo

As propriedades da família dos Gondi eram muito grandes e Pe. Vicente e a senhora de Gondi faziam visitas às famílias que residiam nestas propriedades. 

Foi assim que o Pe. Vicente percebeu como era necessária a confissão deste povo. 





 





Na missa dominical, ele fazia com o povo a confissão comunitária. 

Conseguiu outros padres para as confissões, pois eram muitos os que queriam esse sacramento. Pe. Vicente esteve nas terras da família Gondi por cinco anos. Foi a Paris e, mais tarde, a pedido do Pe. Berulle, voltou para a casa dos Gondi por mais oito anos.

Sua piedade heróica conferiu-lhe o cargo de Capelão Geral e Real da França. 

Vendo o abandono espiritual dos camponeses, fundou a Congregação da Missão, que são os Padres Lazaristas, para evangelização do "pobre povo do interior".

 A Congregação da Missão demorou de 1625 até 12 de janeiro de 1633 para receber a Bula do Papa Urbano VIII, reconhecendo-a.
Em 1643, Luís XIII pediu para ser assistido, em seu leito de morte, por Vicente, tendo morrido em seus braços.

 A seguir foi nomeado pela Regente Ana d'Áustria, de quem era o confessor, para o Conselho de Consciência (para assuntos eclesiásticos dessa Regência).





 



Num apelo que o padre Vicente fez durante sermão em Châtillon, nasceu o movimento das Senhoras Damas da Caridade (Confraria da Caridade). 

A primeira irmã de caridade foi a camponesa Margarida Nasseau, que contou com a orientação de Santa Luísa de Marillac e que, mais tarde, estabeleceu a Confraria das Irmãs da Caridade, atuais Filhas da Caridade. 



  

São Vicente e Santa Luisa






 De apenas quatro irmãs no começo, a Confraria conta, hoje, com centenas delas.

 Foi também ele o responsável pela organização de retiros espirituais para leigos e sacerdotes, através das famosas conferências das terças-feiras (Confraria de Caridade para homens).
Inspirado por seu amor a Deus e aos pobres, Vicente de Paulo foi o criador de muitas obras de amor e caridade.

 Sua vida é uma história de doação aos irmãos pobres e de amor a Deus. Existem diversas biografias suas, mas sabemos que nenhuma delas conseguirá descrever com total fidelidade o amor que tinha por seu irmãos necessitados.

 Muitos acham que a maior virtude de São Vicente é a caridade, mas sua humildade suplantava essa virtude. Sempre buscava o bem da Igreja.

 São Vicente de Paulo foi um pai dos Pobres e um reformador do clero. Basta dizer que as Conferências Vicentinas, fundadas por Antônio Frederico Ozanam e seus companheiros, em 23 de abril de 1833, foram inspiradas por ele.  

Espalhadas no mundo inteiro, vivem permanentemente de seus exemplos e ensinamentos.

Segundo São Francisco de Sales, Vicente de Paulo era o "padre mais santo do século". 

Faleceu em 27 de setembro de 1660 e foi sepultado na capela-mãe da Igreja de São Lázaro, em Paris. Foi canonizado pelo Papa Clemente XII em 16 de junho de 1737. 

Em 12 de maio de 1885 é declarado patrono de todas as obras de caridade da Igreja Católica, por Leão XIII.

Obra

Funda sucessivamente diversas congregações:
  • Em agosto de 1617 funda as Damas da Caridade, hoje conhecidas como Associação Internacional de Caridades - AIC.
  • Em 8 de dezembro de 1617 cria as Confrarias da Caridade.
  • Em 17 de abril de 1625 funda a Congregação da Missão, cujos membros são conhecidos como padres Lazaristas, ou padres vicentinos.
  • Em 29 de novembro de 1633 funda a congregação das Filhas da Caridade.

 

 

 

 

 

 

 

 

Canonização

A sua canonização ocorreu em 16 de junho de 1737, pelo Papa Clemente XII. Em 12 de maio de 1885 foi declarado, pelo Papa Leão XIII, patrono de todas as obras de caridade da Igreja Católica.








 

 

 

O corpo incorrupto de São Vicente de Paulo

Cinquenta e dois anos após a sua morte, o corpo foi exumado pela primeira vez diante de dois médicos, autoridades da Igreja e outras testemunhas. 


 





Foi encontrado incorrupto, com sinais de deterioração apenas no nariz e nos olhos. Os médicos atestaram que esta preservação não poderia ocorrer por meios naturais

Vinte anos mais tarde, por ocasião da canonização, o corpo já estava em estado de decomposição devido a inúmeras inundações no terreno.
O corpo de São Vicente de Paulo, reconstituído em cera, está atualmente exposto à visitação pública na Capela de São Vicente de Paulo, na Rua de Sèvres, Métro Vaneau, em Paris. 

Seu coração encontra-se em um relicário na Capela Nossa Senhora da Medalha Milagrosa.



Não existe um homem com mais facetas que Vicente de Paulo.



 




 Ele é tido por quase todos como o organizador da caridade, que embora exercida por vários, era usualmente mal organizada e falha para gerar um resultado satisfatório. 

Ele revolucionou os hospitais da França. Embora pouco tempo antes, São Camilo de Lellis havia fundado uma Ordem de Enfermeiros masculinos na Itália, este era um trabalho que poderia ser mais bem feito por mulheres. 

E foi Vicente que colocou os hospitais com uma base sistematizada, iniciou o tratamento humano dos lunáticos e ainda foi ele  quem descobriu que os menos afortunados eram confinados em São Lazaro. 

Ele ainda tomou conta do problema da mendicância, tomou conta da prisão de Salpetriere onde ele cuidava dos escravos das galeras e durante a Guerra dos Trinta Anos e os distúrbios de Fronde ele enviou as Irmãs de Caridade para agirem como enfermeiras nas forças armadas ( hoje um efetivo comum em quase todos os paises). 

 Na verdade São Vicente atuou ou influenciou quase todas as atividades de caridade.  
No Brasil existem várias Conferências Vicentinas que tem o nome de Sociedade São Vicente de Paulo ( SSVP) e em geral ajudam muito os pobres, velhos e crianças da sua cidade.

Estas Conferências foram fundadas pelo Beato Antonio Frederido Ozanam em Paris, em 1833, inspirado em São Vicente de Paulo. Ele foi beatificado pelo Papa João Paulo II em 1997, festa celebrada no dia 9 de setembro.


Os Vicentinos tem mais de 122.000 membros só na America e mais de 1.500.000 ao redor do mundo, em 147 paises. No Brasil temos 250.744 confrades na ultima contagem em 2010.A maior Conferencia seria a de New Orleans com 800 membros.


No Brasil, uma delas na cidade de Piumhi, MG está fazendo mais de 100 anos de ajuda aos pobres. Durante vários anos no século passado a Sociedade São Vicente de Paulo de Piumhi, foi dirigida por Dario de Melo, homem de exemplar caráter, que tivemos   a honra de conhecer, e que conseguiu o sucesso que a  Sociedade tem naquela cidade.

Raríssima foto de Dario de Melo com o seu amigo de muitos anos e confrade vicentino o Sr Bernardino Polcaro. Cumpre salientar que o povo piumhiense soube agradecer, pois hoje naquela cidade existe uma linda avenida chamada Avenida Dario de Melo.







ORAÇÃO: 

 


Ó glorioso São Vicente, patrono de toda caridade, pai daqueles que estão na miséria e que, enquanto na Terra, jamais deixou de amparar a todos que a Vós recorreram, considerai os males que estão nos oprimindo e vinde em nosso socorro. 

Obtende junto do Senhor ajuda para os pobres, alívio para os enfermos, consolo para os aflitos, proteção para os abandonados, espírito de generosidade para os ricos, a graça da conversão para os pecadores, entusiasmo para os padres, paz para a Igreja, tranqüilidade e ordem para as nações e salvação para todos. 

Permiti-nos comprovar os efeitos da vossa misericórdia intercessão e assim sermos ajudados nas misérias da vida. Possamos nós estar unidos com o Senhor no paraíso, onde não existe mais dor, choro ou tristeza, mas alegria, contentamento e duradoura felicidade.
Amém.







FRASES DE SÃO VICENTE DE PAULO







«Se procurardes a Deus, encontra-Lo-eis por toda a parte...»
«Não me basta amar a Deus, se o meu próximo também não o ama»



 



«Nunca se tem Deus como Pai, se não tem Maria como Mãe»







«Não sei quem é mais carente: se o pobre que pede pão ou o rico que pede amor»



 








«Ainda que a firmeza seja necessária para atingir o fim a que nos propomos em nossas boas obras é contudo, necessário empregar muita ternura nos meios»








 




«Como ser cristão e ver o seu irmão aflito, sem chorar com ele! É permanecer sem caridade, é ser cristão de pintura, é não possuir nada de humanidade, é ser pior que os animais»

«Não sou daqui nem dali, mas de qualquer lugar onde Deus quer que esteja»




 



«Dez vezes irão aos pobres, dez vezes encontrarão a Deus»



«Convém amar os pobres com um afecto especial, vendo neles a pessoa do próprio Cristo, e dando-lhes a importância que Ele mesmo dava»






 




"Só as verdades eternas podem encher o nosso coração".



"É preciso dar o seu coração, para obter em troca o dos outros".



"Os pobres abrem-nos a porta para a eternidade".



 
 



"Temos que atribuir a Deus qualquer bem que resulte de nossas acções, do contrário, deveríamos atribuir a nós todo o mal que ocorre na comunidade".

"Uma maneira óptima para se exercitar no amor de Cristo, é acostumar-se a tê-lo sempre presente em nós".





 




 
"Os que desejam realmente seguir as máximas de Cristo, devem ter em grande conta a simplicidade".









 
















































"Ainda que a firmeza seja necessária para atingir o fim a que nos propomos em nossas boas obras é contudo, necessário empregar muita doçura nos meios".

















FONTES: